Oficina de Saberes


Criada em 2010, a Oficina de Saberes vem dinamizar a oferta do Sport Algés e Dafundo, possibilitando aos seus sócios uma vertente lúdico-cultural. Trata-se de uma ponte entre o ensino e o desporto, permitindo a frequência das suas actividades a todas as idades.


Se é ou foi sócio(a) da S.A.D. venha visitar-nos nas instalações do clube. Se ainda não é, tem mais uma boa razão para nos vir conhecer.



segunda-feira, 19 de março de 2012

Crónica da visita a Borba por Francisco Lourenço



BORBA - OFICINEIROS EM PASSEIO CULTURAL
Com a boa disposição que o acordar matinal sempre proporciona (a quem tem a coragem de prescindir de umas horas de sono), os oficineiros partiram num pequeno autocarro para Borba e fizeram-se ao caminho ainda não eram 8 da manhã.
A primeira visita cultural encaminhou todos para a Adega Cooperativa de Borba, onde se produz este bem conhecido vinho alentejano, proporcionando uma passagem pelas instalações, breve observação do processo produtivo, passeio pelas ruas interiores onde sobressaíam as enormes cubas, as mais antigas de cimento e as modernas em metal inox, sem no fim se prescindir duma prova do branco e do tinto (ou de ambos para quem quis), mas sem exageros.
 No almoço que se seguiu o Sr. Presidente da Câmara deu-nos o prazer da sua companhia, duma forma um pouco fugaz, porque tinha acabado de chegar de Lisboa e seguiam-se outros compromissos que obrigavam a novas deslocações.

O programa, cumprido a rigor, previa para a tarde uma visita à fábrica de mármore e à pedreira.
Nas instalações da CEVALOR (Centro Tecnológico para o Aproveitamento e  Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais) puderam os oficineiros familiarizar-se com a história do mármore, uma riqueza da região, visualizando algumas das suas espécies e admirando alguns belos trabalhos expostos.

Na parte exterior atraíam a atenção as potentes máquinas que, num trabalho persistente de serras, cortavam enormes blocos de mármore em contínuo vai e vém,.

Mas o mais impressionante foi o impacto da profunda pedreira, que penetrava bem fundo na terra, acabando num grande lago que as águas formaram e que impedia que se aprofundasse ainda mais a área de trabalhos. Quem estava no alto, percebia que junto à água havia máquinas e homens a trabalhar, umas minúsculas figuras visíveis, tal a distância que os separava.
Parabéns a todos, sobretudo a quem teve o trabalho de realizar este interessante evento, em particular para os organizadores e guias locais, sem esquecer os especialistas que nos acompanharam e enriqueceram o passeio com os seus ensinamentos e úteis informações sobre matérias geográficas e de meio ambiente.
O saldo final foi mais um dia bem passado dos oficineiros, onde esteve presente o seu interesse em aumentar os conhecimentos da nossa terra, acompanhar as realidades que nos rodeiam e fazê-lo com uma saudável boa disposição.

18.Março.2012
Francisco Lourenço



2 comentários:

  1. Não fui a Borba mas graças ao seu relato e às boas fotografias publicadas fiquei com uma ideia muito concreta do conteúdo da visita. Obrigado e escreva mais.

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  2. Sendo natural desta região conheço bem todo o processo de exploração do marmore bem como o trabalho riquissimo que é efectuado pelos vários "canteiros" (antigo nome que designava quem moldava e trabalhava figuras no marmore).
    Muitos desses trabalhos poderão ser vistos em cemitérios onde há trabalhos maravilhosos. O marmore tem muitas outras aplicações por isso a maioria da pedra em bruto é exportada.

    Agradeço a quem descreveu duma forma simples mas bastante elucidativa como é feita a extracção do marmore na minha terr, e espero que continuem a organizar eventos deste género.

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