O REINÍCIO
Faltam apenas cinco dias para tal
O renascer de um convívio são
Depois de uma ausência estival
Que não fez esquecer amigos do coração.
Já sinto o afetivo abraço
Daqueles que já não vejo há muito
Por isso da saudade o esquecimento faço
Para poder cumprir tão belo intuito.
A todos os oficineiros relembro
Que apesar da crise que grassa
A nossa união é o mais forte membro
Da resistência ao tempo que passa.
Por isso continuaremos a conviver
Juntando-nos nesta causa comum
Porque é na vontade e no saber
Que floresce a felicidade de cada um.
26 de agosto de 2012
António Praça
Oficina de Saberes
Criada em 2010, a Oficina de Saberes vem dinamizar a oferta do Sport Algés e Dafundo, possibilitando aos seus sócios uma vertente lúdico-cultural. Trata-se de uma ponte entre o ensino e o desporto, permitindo a frequência das suas actividades a todas as idades.
Se é ou foi sócio(a) da S.A.D. venha visitar-nos nas instalações do clube. Se ainda não é, tem mais uma boa razão para nos vir conhecer.
domingo, 26 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Conto de Monfortinho
Contar histórias de amor é algo de banal, importante para quem as vive mas, para os outros, são recordações que se diluem rapidamente no tempo. A história que vou contar inseria-se nesse role não fora o caso de deixar estranhas sementes.
Tal como muitas das boas histórias começa por era uma vez.
Era uma vez uma bela australiana, alta, esbelta, pele branca e acetinada que se apaixonou por um beirão baixo e atarracado, pele escura, gretada e grossa. Dizem, quem a conheceu, que o que mais a atraiu foi o facto de, quer no pino do calor do verão, quer nos dias mais frios do Inverno o nosso beirão mostrar-se quase indiferente aos rigores climatéricos.
A nossa australiana, embora habituada aos calores da sua terra, no Inverno, tremia a bom tremer com aqueles frios do interior vindos de Espanha. E tremia e chegava-se, cada vez mais, àquele beirão de pele escura e grossa. Tanto se chegou que, inevitavelmente, daí medrou um rebento que, ainda hoje, pode ser visto nas Termas de Monfortinho.
Da bela australiana e do atarracado beirão o povo perdeu-lhe o rasto misturados que foram na quantidade de eucaliptais e sobreirais existentes na região.
O rebento, porém, é hoje uma majestosa árvore, alta e esguia como a mãe mas com a pele grossa e gretada como o pai.
A singularidade do eucalipto-sobreiro despertou a incredulidade do povo da região e foi de tal forma que lhe arrancavam bocados da pele para verificar se o eucalipto estava mesmo revestido de cortiça.
Como o eucalipto-sobreiro vive numa mata pertencente a uma grande unidade hoteleira, esta, para o proteger, cercou-o com uma vedação de arame.
E, assim, ironia do destino, foi necessário uma vedação de arame para preservar a recordação de um singular amor.
Vítor Manuel
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